em Vivendo melhor

Com todos os avanços da medicina, as descobertas sobre a importância do exercício físico e da alimentação saudável, estamos todos destinados a viver bem mais do que nossos antepassados.
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Viva a penicilina! Palmas para os antibióticos e as vacinas! Mas… como garantir uma velhice digna, saudável e, principalmente, independente?
Existe um sem-número de publicações na internet tratando desse tema, mas nosso foco é arquitetura. Por isso, vamos ver as coisas pelo lado prático e objetivo: “Quero viver bem, ser independente e cuidar sozinho do meu nariz e do meu espaço”. ¡Por supuesto!

Talvez este post não seja para você neste momento, mas coloque-se no lugar de seu pai ou sua avó. Talvez, mesmo sem que você saiba, eles estejam enfrentando silenciosamente uma crescente série de pequenas dificuldades que poderiam facilmente ser evitadas — mas, se não forem, podem estar sorrateiramente colaborando para uma lenta e contínua queda na autoestima.

Maturidade digna significa não ter perdas. Certamente você não quer ficar sem internet, TV digital, receber amigos e muito menos precisar de ajuda para abrir um vidro de palmito, levantar da cama ou tomar banho. Cozinha gourmet? Certamente! Seus livros, sua bike, as ferramentas e os hobbies preferidos devem acompanhar mesmo quando os cabelos ficam brancos — pelo menos aqueles que não se foram ralo abaixo — ou quando as mãos não tiverem a mesma força e os olhos de lince precisarem de óculos de farmácia (outro dia ouvi que com a idade você começa a olhar as coisas com desprezo, esticando o braço).

O importante é se sentir vivo, e o seu espaço deve permitir que você e as pessoas que você ama vivam com dignidade e autoestima garantidas. Poltronas com braços firmes e assentos discretamente mais altos, box com barras de apoio e portas amplas, cama com altura especial — são pequenos truques que permitirão independência e autossuficiência. Sem constrangimentos. Até porque, há muito tempo que cabelos brancos não significam fim de linha, certo?

Em minha vida profissional, já tive a oportunidade de projetar espaços para pessoas com necessidades especiais, e os que mais me marcaram foram aqueles destinados a pessoas de idade. Existe um certo carinho especial envolvido, e a preocupação com o bem-estar e a dignidade se reflete em cada detalhe. E a satisfação maior é ouvir que “na casa nova tudo é mais fácil, me sinto muito melhor e preciso de menos ajuda”.
Estou iniciando o projeto de uma nova casa baseado nesse tema, e isso está me deixando muito motivado. Simples, prático e adoravelmente… acessível! Mas isso é assunto para outro dia.
O tema ACESSIBILIDADE estará cada vez mais presente aqui. Cadastre-se e receba em seu e-mail os posts de Arquitetura em Cena.