em PAPO DE ARQUITETO


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Olá!

Para celebrar a chegada da Primavera, hoje vamos falar sobre jardins. Plantas, flores caminhos e pedras quando bem projetados, são capazes de transmitir ao visitante uma agradável sensação de harmonia, e paz e ao mesmo tempo são o reflexo do relacionamento humano com a Natureza.

A própria palavra jardim vem da junção do hebreu “gan” (proteger, defender) e “éden” (prazer, delícia) e expressa de certa forma a imagem de um pequeno mundo ideal, perfeito e… privativo. Portanto, os grandes jardins da história são como um vocabulário do desenho idealizado da paisagem, como cada civilização desejava que ela fosse. É sobre essa tradição que se assentam nossas práticas e posturas em relação à paisagem.

Desde a mais remota antiguidade, o homem observa e admira as plantas, e as organiza de acordo com a disponibilidade, clima, solo e topografia, resultando nas mais variadas formas de jardins, muitos deles tornando-se verdadeiras obras de arte.

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Os mais antigos jardins que se tem notícia, são os São os Jardins Suspensos da Babilônia e uma das maravilhas relatadas sobre a qual menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico foi encontrada, exceto um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Tradicionalmente, acredita-se que tenha sido construído na antiga cidade da Babilônia, próximo de onde atualmente se localiza a cidade de Hillah, no Iraque.

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No geral, foram em regiões áridas como Pérsia, China e Egito onde se tem notícia dos jardins das mais antigas civilizações conhecidas,  Água sempre foi um recurso fundamental, e a irrigação uma palavra mágica. Num clima quente e seco, sombra e água fresca são tudo o que se quer, e assim os primeiros jardins incluiam tanques, canais de irrigação e árvores para sombra. O desenho e as plantas utilizadas tinham a agricultura como referência: árvores frutíferas, condimentos, plantas de uso ritual e muita linha reta, onde o Lótus e o papiro eram muito utilizados.

jardim egipcio

Jardim egipcio

No Egito, o religioso era um traço marcante nos jardins dos faraós, com plantas sagradas como o lótus, o papiro e a tamareira. Eram influenciados pela crença desse povo em Astrologia, ocupavam grandes traçados às margens do Rio Nilo, e tinham grandes traçados geométricos.

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Os jardins dos antigos Persas estavam condicionados a influencias externas devido as constantes guerras e revelavam elementos retirados de vários jardins, principalmente dos gregos e egípcios. Um estilo MISTO, que caracterizava-se pela presença de dois canais principais em cruz dividindo o jardim em quatro zonas: agua, terra, fogo e ar.

jardim persa

Jardim persa

Introduziram as árvores e arbustos de flores perfumadas. A introdução destas criou um novo conceito, passando a vegetação a ser estimada pelo valor decorativo das flores, sempre perfumadas, com espelhos d´água em meio às alamedas. O jardim persa era cercado por altos muros, era um lugar ao retiro privado, destinado ao prazer, o amor á saúde e ao luxo do morador.

Mas sem dúvida, um dos jardins orientais mais famosos é o do Taj Mahal, na Índia.

taj mahal

Taj Mahal

A partir do renascimento, durante o século XVI, surgiram três estilos de jardins europeus que influenciaram toda a jardinagem, o italiano, inglês e francês, mas pode-se considerar que existem pelo menos 5 estilos básicos de jardins, todos eles influenciados pelos antigos estilos e que sofreram evolução:

Jardim Classico ou formal, se caracteriza por apresentar linhas geométricas e simetria do traçado, círculos, retângulos, triângulos e semi-circulos, combinam-se para compor uma paisagem desenhada com régua e compasso. Um dos jardins clássicos mais conhecidos é o de Versailles.

Considerado um jardim formal, por ter somente árvores e gramados, ele está centrado na fachada Sul do palácio de Versailles, na França. O local foi desenhado por André Le Nôtre, em 1746, e possui mais de 200 mil árvores.

Considerado um jardim formal, por ter somente árvores e gramados, ele está centrado na fachada Sul do palácio de Versailles, na França. O local foi desenhado por André Le Nôtre, em 1746, e possui mais de 200 mil árvores.

Desértico ou Rochoso, mostra uma paisagem árida, caracterizando um pequeno oásis ou um pé de serra na região de cerrado;

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Jardim composto por pedras e plantas suculentas, que exigem pouca água e manutenção

Jardim composto por pedras e plantas suculentas, que exigem pouca água e manutenção

Oriental ou Japonês, é cheio de simbolismo, tem como um de seus principais fundamentos o culto à Natureza. A presença de pedras, e água formando pequenos lagos, riachos ou cascatas assim como uma lamparina de pedra são características presentes neste estilo;

jardim japonês com carpas e a necessária lamparina em pedra.

jardim japonês com carpas e a necessária lamparina em pedra.

Jardim Tropical tenta criar um ambiente paradisíaco de uma ilha tropical, com a presença de muito verde e muitas flores. Neste estilo é fundamental um gramado, uma área sombreada e talvez uma cascata ou uma lâmina d’agua;

jardim tropical

Jardim Tropical com palmeiras, plantas aquáticas, sombra e água fresca

Contemporâneo é o mais aplicado atualmente. É um estilo livre e se aproxima mais do estilo inglês. Busca-se no mesmo, alcançar uma integração entre o jardim e a arquitetura local, não havendo rígidez quanto a sua composição.

jardim contemporaneo

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