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flavio 150 creditoOlá!

Desde a Antiguidade o homem procura representar através de desenhos seu quotidiano, objetos e seu espaço. Mas a representação tridimensional no plano ou Perspectiva, não é tão antiga assim.

EGITO

Na antiguidade egípcia, muito antes do surgimento dos processos de perspectiva com pontos de fuga, as pinturas e desenhos normalmente utilizavam uma escala para objetos e personagens de acordo com seu valor espiritual ou temático; por exemplo, o faraó fatalmente era representado em tamanho maior que o de seus súditos, oque terminava por fragmentar os “modelos” a partir de pontos de vista “frontais” (lei da frontalidade).

Os gregos, depois de terem seus desenhos fortemente influenciados pela lei da frontalidade, partiram para o naturalismo e quase descobriram as leis da perspectiva geométrica, mas uma experiência malsucedida os afastou dessa ideia, pois os corpos mais distantes se projetaram maiores no plano de projeção, quando na realidade o que está mais distante deve parecer menor.

A base óptica da perspectiva pode ter sido definida no ano 1000, quando o matemático e filósofo árabe Alhazenna sua obra Perspectiva, pela primeira vez demonstrou que a luz projeta-se em formato cônico no olho humano, mas Alhalzen estava preocupado apenas com a óptica, não com métodos de representação.

GIOTTO

Giotto – Jesus ante Caifás

Giotto foi um dos primeiros artistas italianos, já em um contexto que se aproximava do Renascimento naquele país, a utilizar-se de métodos algébricos para determinar a distância entre linhas. No entanto, tal método possuía deficiências e não retratava fielmente uma sequência de linhas em um determinado campo visual.

DA VINCI

A Santa Ceia | Da Vinci

Leonardo da Vinci acreditava que a compreensão da perspectiva era fundamental para a pintura e o desenho. Segundo suas anotações, dizia que a prática deve sempre ser construída sobre a teoria, para a qual a perspectiva é o sinal e o portal de entrada, e sem perspectiva nada pode ser feito bem nos campos da pintura.

Os avanços das impressões causadas pela Perspectiva culminaram com os desenhos para cenografia de Ferdinando Galli Bibbiena, que desenhava pinturas para cenários para a ópera e para o teatro.

Poerpectiva Galli Bibbiena

Poerpectiva Galli Bibbiena

Eu mesmo já utilizei essa técnica quando fui convidado pelo Theatro Municipal de São Paulo para desenhar os cenários para Eugene Onieguin de Tchaikowsky. O trabalho teve basicamente 3 etapas:

Primeiramente, desenvolvi os cenários utilizando um software de 3D, e a imagem renderizada foi projetada em um tecido perfurado de algodão medindo 14,00m x 8,00m.

No galpão, a projeção foi transferida a mão, utilizando a técnica de pintura de Galli Bibbiena, com toda a técnica de luzes e sombras.

O resultado ao vivo criava a impressão ao público que todo o cenário era tridimensional, quando na verdade tratava-se apenas de um painel pintado a mão.

ONIEGUIN 01

Eugene Onieguin – Theatro Municipal de São Paulo | Cena Set

ONIEGUIN 02

Eugene Onieguin – Theatro Municipal de São Paulo | Cena Set

Hoje em dia a técnica de pintura de perspectiva aliada à técnica de Trompe-l’œil (engana-olho, em tradução livre) foi resercoberta chegando a extremos com artistas que desenham no chão das ruas espantosas cenas .

O vídeo abaixo mostra o processo impressionante de pintura do alemão Edgar Müller, Divirta-se!

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